Obsession, uma conversa.

Eu não vi Obsession no cinema, como gostaria. Vi em casa e não sei até que ponto isso afetou minha experiência. No primeiro Caderno de Notas mencionei sobre essa necessidade quase compulsiva de dar um veredito assim que os créditos sobem e cá estou eu, fazendo justamente isso. A diferença é que não quero tratar esse texto como uma crítica, mas como um registro de uma impressão, uma conversa sem a

Caderno de Notas #1: Os filmes que nunca escrevi

E, antes de tudo, não. Este não é um espaço para reunir críticas que ficaram pelo caminho ou publicar textos inacabados. A ideia é outra. Será um ensaio para newsletter? Não sei…quem sabe? Vamos lá… Escrever sobre cinema faz muita gente imaginar que, depois de um filme, eu sempre tenho alguma coisa para dizer. A verdade é que, na maior parte do tempo, eu tenho é muita coisa para pensar. Foi por aí

Supergirl (2026)

Antes da cabine de imprensa de Supergirl , rolou uma exibição fechada para jornalistas de cerca de trinta minutos do filme, o que bastou para que algumas reações surgissem nas redes sociais decretando o fracasso da produção. Quando o dia da cabine finalmente chegou, confesso que já fui contaminada pelo clima de “nada espero e seja o que Deus quiser”. A experiência me fez pensar sobre o que se espe

CRIADAS ou: Quando os créditos acabam e o filme continua

"Não digam que fui rebotalho, que vivi à margem da vida. Digam que eu procurava trabalho, mas fui sempre preterida".      - Maria Carolina de Jesus Assisti a Criadas há alguns dias e, desde então, sigo voltando para uma cena específica. Não é uma das sequências mais dramáticas do filme nem um de seus momentos mais abertamente fantásticos. É apenas uma fala. Dessas que surgem quase sem ch

Dia D e a difícil tarefa de Spielberg competir consigo mesmo

Novo filme do diretor retorna à ficção científica extraterrestre, mas encontra dificuldades para escapar da sombra de suas próprias obras-primas. Confesso que faz algum tempo que uma nova obra de Steven Spielberg não despertava em mim aquela sensação de evento. Talvez porque o cineasta tenha alcançado um status tão monumental que seus lançamentos recentes chegam cercados por uma reverência automát

CINE PE: Onde Estamos Seguros e a Necessidade de Alguns Filmes

Quando falamos de filmes que abordam racismo, existe uma tendência curiosa de exigir deles um nível de sutileza que raramente é cobrado de obras dedicadas a outros temas. Talvez porque o racismo brasileiro ainda seja tratado por muitos como um assunto que deve permanecer confortável, implícito, escondido atrás de eufemismos. Por isso, assistir Onde Estamos Seguros durante o 30°   Cine PE foi uma

A Noiva: A Criatura que Não Aceitou Ser Silenciada

Quando Maggie Gyllenhaal decidiu revisitar o mito de Frankenstein em A Noiva!, sua escolha pareceu partir de uma pergunta simples. O que acontece quando a personagem que sempre foi lembrada apenas como o “capricho” de um monstro solitário finalmente ganha voz e existência própria? Desde A Noiva de Frankenstein (1935), dirigido por James Whale, a noiva do monstro existe mais como ícone visual do qu

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